CarSe tivéssemos vivido nesta época e este episódio nos tivesse chocado tanto como agora, talvez escrevêssemos uma carta como esta:
Coimbra, 21 de Dezembro de 1354
Digníssimo Rei D. Afonso IV:
Com todo o respeito lhe escrevo para lhe pedir que não ceda às pressões deste povo cruel. Não execute D. Inês de Castro. Sei que ao senhor, El-Rei, não lhe agrada o facto de D. Inês e D. Pedro estarem juntos, mas repare que eles são felizes assim. Talvez o povo e toda a corte não percebam a grande história de amor que se esconde por trás de uma simples mulher e de D. Pedro. É claro que D. Pedro ainda sofre devido à morte da sua querida mulher, mas também é verdade que ele ama D. Inês e, se V. Excª a matar, D. Pedro ficará revoltado e destroçado, mais uma vez. Por vezes necessitamos de reflectir e eu confesso que reflecti e cheguei a uma conclusão, o digníssimo Rei é superior a Dona Inês e a Dom Pedro, mas não os pode destroçar apenas pelo poder. Temos de reflectir sobre a forma como actuamos para estarmos sempre livres de algum peso na nossa consciência, digo-lhe isto com todo o respeito, meu Rei. Peço-lhe então, fervorosamente, que poupe a vida da belíssima Inês e que deixe D. Pedro ser feliz o resto da vida.
Muito agradecidas,
Mariana Lopes, Mariana Padrão, Ana Margarida e Inês Veiga.
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on terça-feira, 31 de março de 2009
at 3:22 p.m.
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