22 de Novembro de 1354 (Diário de D. Inês)
O Pedro é quem eu amo.... e com quem eu quero ficar até ao resto da minha vida!
Mas isso não parece possível, toda a gente me odeia só por eu amar!
Já viste? Já nem amar posso diário!
Mas sem o amor não posso viver...
Então talvez as coisas se alterem... Já nem viver posso!
Todos desejam a minha morte... Mas o que me mantém firme é o amor que tenho a D. Pedro... O amor salva-nos!... Até que depois exista alguém mais forte que o amor!
Aí será o meu fim...
Veremos diário!
25 de Novembro de 1354 (Diário de D. Pedro)
A Inês é quem eu quero para sempre... Ninguém ma pode tirar!
Tudo o que até agora vivemos foi o melhor que jamais me aconteceu...
E eu não me importo com o que os outros dizem! É a minha vida! É a minha vida que está em jogo!... E ninguém tem o direito de ma estragar!
E eu vou continuar a resistir a todos os comentários, de toda a gente!
Eu amo Inês... E por ela tudo faço...
Tudo mesmo diário!
30 de Novembro de 1354 (Diário de D. Inês)
Diário, as coisas estão a piorar...
Sinto que a minha morte se aproxima!...
Será que não estou já morta? Hoje, por exemplo, não vi D. Pedro... Ontem o mesmo!
Eu quero e preciso do meu amor!
Porque como já te expliquei, sem ele eu não vivo...
Diário, senão te voltar a escrever, lembra-te que serás sempre o meu melhor amigo!
7 de Janeiro de 1355 (Diário de D. Pedro)
Sinto uma saudade a corroer-me por dentro…
Uma culpa a destruir-me o coração…
Por ir a uma caçada, minha amada morreu e tudo o que escondemos e vivemos foi em vão… E eu sofro… O meu único consolo é saber que pelo menos tenho por quem sentir saudade!... Porque o maior dos sofrimentos é não ter por quem a sentir! Para mim, a minha amada ainda existe, embora me queiram convencer que não, que Inês de Castro não mais existirá!
Que será de mim sem ela? O meu amor por ela ainda não desapareceu, mas ela, a minha amada, foi embora para sempre! E por isso nada mais sinto que a saudade, tudo o resto é um enorme vazio… Uma parte de mim esvoaçou para bem longe!
Por isso, por eu a amar como nunca amei, vingarei a sua morte! E os carrascos irão sofrer mais que a minha linda amada!
Não compreendo… Como a puderam assassinar? Quem pôde cometer tal crime? Só uma pessoa que passe pela vida e não viva!... Pelo menos ela, a minha senhora, o pouco tempo que viveu foi feliz e viveu todos os momentos bem agarrada à vida!
Inês, perdoa-me a minha imaturidade…
E perdoa-me não te ter protegido…
Perdoa-me minha amada!...
E eu para sempre sentirei o mesmo amor por ti!...
A saudade continuará…
Mesmo depois da tua morte vingar!
(texto inspirado no poema de Pablo Neruda sobre a saudade)
Sinto uma saudade a corroer-me por dentro…
Uma culpa a destruir-me o coração…
Por ir a uma caçada, minha amada morreu e tudo o que escondemos e vivemos foi em vão… E eu sofro… O meu único consolo é saber que pelo menos tenho por quem sentir saudade!... Porque o maior dos sofrimentos é não ter por quem a sentir! Para mim, a minha amada ainda existe, embora me queiram convencer que não, que Inês de Castro não mais existirá!
Que será de mim sem ela? O meu amor por ela ainda não desapareceu, mas ela, a minha amada, foi embora para sempre! E por isso nada mais sinto que a saudade, tudo o resto é um enorme vazio… Uma parte de mim esvoaçou para bem longe!
Por isso, por eu a amar como nunca amei, vingarei a sua morte! E os carrascos irão sofrer mais que a minha linda amada!
Não compreendo… Como a puderam assassinar? Quem pôde cometer tal crime? Só uma pessoa que passe pela vida e não viva!... Pelo menos ela, a minha senhora, o pouco tempo que viveu foi feliz e viveu todos os momentos bem agarrada à vida!
Inês, perdoa-me a minha imaturidade…
E perdoa-me não te ter protegido…
Perdoa-me minha amada!...
E eu para sempre sentirei o mesmo amor por ti!...
A saudade continuará…
Mesmo depois da tua morte vingar!
(texto inspirado no poema de Pablo Neruda sobre a saudade)
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on terça-feira, 31 de março de 2009
at 3:41 p.m.
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