Também António Ferreira não ficou indiferente a esta trágica morte. Nas suas palavras, tal como nas de Camões, a única culpa de Inês de Castro foi amar D. Pedro:
Esta é a mãe dos teus netos. Estes são
Filhos daquele filho, que tanto amas. Esta é aquela coitada mulher fraca,
Contra quem vens armado de crueza.
(...)
Que te posso querer, que tu não vejas?Pergunta-te a ti mesmo o que me fazes, A causa, que te
move a tal rigor.
Dou tua consciência em minha prova. S’os olhos de teu filho s’enganaram
Com o que viram em mim, que culpa tenho? Paguei-lhe aquele amor com outro amor,
Fraqueza costumada em todo estado. Se contra Deus pequei, contra ti não.
Não soube defender-me, dei-me toda, Não a imigos teus, não a traidores.
A que alguns segredos descobrisse Confiados em mim, mas a teu filho,
Príncipe deste Reino. Vê que forças Podia eu ter contra tamanhas forças.
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on Terça-feira, 31 de Março de 2009
at 3:39 PM
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