A Castro - António Ferreira (Séc. XVI)  

Posted by Alunas do 7ºA da ESAB

Também António Ferreira não ficou indiferente a esta trágica morte. Nas suas palavras, tal como nas de Camões, a única culpa de Inês de Castro foi amar D. Pedro:

Esta é a mãe dos teus netos. Estes são

Filhos daquele filho, que tanto amas. Esta é aquela coitada mulher fraca,

Contra quem vens armado de crueza.

(...)

Que te posso querer, que tu não vejas?Pergunta-te a ti mesmo o que me fazes, A causa, que te

move a tal rigor.

Dou tua consciência em minha prova. S’os olhos de teu filho s’enganaram

Com o que viram em mim, que culpa tenho? Paguei-lhe aquele amor com outro amor,

Fraqueza costumada em todo estado. Se contra Deus pequei, contra ti não.

Não soube defender-me, dei-me toda, Não a imigos teus, não a traidores.

A que alguns segredos descobrisse Confiados em mim, mas a teu filho,

Príncipe deste Reino. Vê que forças Podia eu ter contra tamanhas forças.

This entry was posted on Terça-feira, 31 de Março de 2009 at 3:39 PM . You can follow any responses to this entry through the comments feed .

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